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No final do século
18, o café era considerado um produto
para o consumo. Nos anos de 1840/50 esta matéria-prima
avança e conquista o mundo, tornando-se o
principal produto de comercialização
no Brasil. A expansão da lavoura cafeeira começou
nas regiões montanhosas do vale do Paraíba
do Sul, próximas do Rio de Janeiro, mas durante
o desenvolvimento do cultivo, São Paulo se
transforma na capital oficial do café, tendo
como pólos principais as cidades de Campinas
e Ribeirão Preto.
De início, a lavoura cafeeira desenvolveu-se
com base na grande propriedade de monocultura e na
utilização do trabalho escravo, mas
com a proibição desta atividade em 1850,
os fazendeiros foram obrigados a substituir os escravos
pelos trabalhadores livres assalariados - imigrantes
europeus que tinham o incentivo do governo para trabalhar
nos campos de cultivo.
Anteriormente, entre os anos de 1850/70,
a imigração foi espontânea. Os
próprios proprietários incentivavam
a vinda dos camponeses portugueses, italianos, espanhóis
e alemães, assinando os contratos ainda na
Europa. Esses países passavam por lutas internas
e pelo crescimento das indústrias, que provocavam
o êxodo rural (saída em massa do campo
para as cidades).
Em 1870, o Estado cuidou de formalizar,
junto aos governos europeus, as condições
de imigração para o trabalho nas lavouras
brasileiras, melhorando as condições
de trabalho dos milhares de imigrantes. Além
disso, a proibição do tráfico
de escravos liberou um volume de capital, até
então envolvido apenas com o comércio
negreiro. Parte deste dinheiro foi para o investimento
na expansão do café, a outra parte se
destinou aos empreendimentos comerciais e industriais.
Por volta de 1880, graças
a esses capitais, foram criadas sociedades, companhias
e empresas comerciais e industriais. São fábricas,
ferrovias, bancos, iluminação urbana,
telégrafo, enfim os grandes centros estavam
se transformando no que são hoje.
Nasce uma nova classe além dos barões
do café, os empreendedores e industriais. O
nome de Irineu Evangelista de Souza, o Barão
de Mauá era o de maior destaque. Ele foi um
dos primeiros a perceber que a união dos capitais
deslocados com a proibição do tráfico,
poderia e deveria alimentar as forças produtivas
do país. Mauá dominou sua época,
ele foi industrial, banqueiro, político e diplomata.
A era Mauá, como ficou conhecida
a expansão cafeeira no Brasil, trouxe a modernização
para os grandes centros do País, como a inauguração,
no Rio de Janeiro, da iluminação a gás
e o abastecimento de água. Essa expansão
se estende até os anos de 1900. |